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Satélite Starlink cria show de luzes no céu ao se desintegrar

  • Foto do escritor: Leandro Taddeo
    Leandro Taddeo
  • 15 de nov. de 2024
  • 2 min de leitura

Na noite de 9 de novembro, uma visão incomum iluminou o céu nos estados do Colorado, Kansas, Texas e Oklahoma, nos EUA. Uma bola de fogo, inicialmente confundida com um meteoro, chamou atenção de moradores. Na verdade, o fenômeno foi causado pela reentrada atmosférica do satélite Starlink-4682, parte da megaconstelação da SpaceX, de Elon Musk.


O projeto Starlink, lançado em 2015, é uma iniciativa audaciosa para levar internet de alta velocidade a regiões remotas do planeta. Com mais de 5.000 satélites já em órbita, a SpaceX de Musk pretende expandir ainda mais sua rede global, com metas de lançar até 42.000 satélites. Porém, eventos como o da reentrada do Starlink-4682 levantam questões sobre os impactos ambientais dessa expansão tecnológica.


O espetáculo celeste da Starlink


A bola de fogo foi vista por volta das 22h (horário central). Testemunhas em cidades como Oklahoma City e Dallas-Fort Worth relataram o evento como extraordinário. Kevin W., morador do Texas, chamou o avistamento de “o melhor de todos os tempos”. Outros descreveram o fenômeno como "digno de um filme de ficção científica", especialmente ao observar fragmentos menores se desprendendo no céu.


satelite starlink
satelite starlink

Jonathan McDowell, astrônomo do Centro Harvard-Smithsonian, confirmou que o objeto era o Starlink-4682. Ele explicou que reentradas atmosféricas como essa são comuns, mas nem todas são visíveis a olho nu.


As controvérsias ambientais


Apesar da beleza, cientistas alertam para os riscos ambientais associados à reentrada de satélites. De acordo com Minkwan Kim, especialista da Universidade de Southampton, esses eventos liberam óxidos de alumínio na atmosfera. Essas partículas podem danificar a camada de ozônio, alterar a capacidade de reflexão da luz solar e aquecer as camadas superiores da atmosfera, com possíveis impactos no clima global.

Com a frequência crescente dessas reentradas devido à expansão da Starlink, o debate sobre a sustentabilidade ambiental das constelações de satélites está se intensificando. Embora o projeto de Elon Musk tenha méritos em sua missão de conectar o mundo, eventos como este mostram que o custo ambiental precisa ser avaliado com atenção.


A visão de Musk de um planeta conectado é ambiciosa, mas o caminho para alcançá-la deve equilibrar inovação e preservação do meio ambiente. Afinal, o céu que observamos hoje pode ser drasticamente diferente no futuro.

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